domingo, 6 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Era uma tarde nublada, minuano batendo forte na janela
enquanto ela lia – atenta e desdenhosamente – as frases iniciais que lhe
pareciam tão vazias quando a xícara de chá no bidê: “somo uma fração e
precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos”. Tédio.
Era o que pensava sobre o amor, um tédio. Andava cercada de amor demais
ultimamente. Não tinha nada contra, apenas parecia que não lhe servia, tal como
aquele jeans do verão passado. Mas ficava bem na maioria, não? Achava lindo o
casal pelo de mãos dadas pelo Vale, a companheira inseparável cheia de amores por
aquele amigo de infância, ou até os passarinhos ali do outro lado da janela, juntinhos
no ninho pra se fugir da chuva que começava a cair. Não importava a espécie,
não importava a idade, o amor tava em todas. Era como se ela fosse um
quebra-cabeça incompleto, e lhe faltava aquela pecinha que faria toda a
diferença. Será que era tão errada assim? Afinal, ela amava seus solos de
guitarra ao pé do ouvido, sua boa massa à carbonara, seus seriados sagrados. E
claro, seus amigos fiéis. Afinal, era uma forma de amor. Sentia falta do calor,
do peso, da barba da semana passada – sentia desejo. Não tinha problema com
isso, pelo contrário – amantes nem de longe eram sinônimos de amor. Ao seu redor, todos pareciam aceitar seu modo
de ser, mesmo sob os normais protestos “isso passa, tu vai ver”. Mas, ao mesmo
tempo que estava certa que de que esse way of life lhe servia, sentia uma culpa.
Não é que não se imaginasse com uma família cheia de filhos e um amor louco,
viagens desastrosas pra praia e inúmeras noites aconchegantes sob os edredons
felpudos. Era só que não parecia se encaixar nisso tudo. Depois dos três
minutos iniciais, despertava do sonho e carregava uma culpa por ser assim, ou
querer parecer assim. Deslizando os olhos pelas últimas linhas, ainda pensava se
havia algum mal em ser de ninguém. Seria pecado querer pertencer a si mesma? “Nem
sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender
a perdoar a si mesmo”. Terminou de ler e até que fazia sentido. Soou-lhe então o
barulho que vinha da cozinha: era a chaleira, avisando que a xícara ficaria
cheia novamente. Levantou-se saltitando pelo apartamento vazio, e percorrendo o
corredor, como se fosse uma dança, pensou “vou escrever algo sobre mim...”.
quinta-feira, 3 de março de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Rocky told me once...
The world ain't all sunshine and rainbows. It's a very mean and nasty place and I don't care how tough you are, it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't about how hard you hit. It's about how hard you can get it and keep moving forward.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Hello, Stranger.
Hello, stranger - you came just in time
I look for your face in a crowd, or in line
Hello, stranger - not a moment too soon
See, that old picture's fading in the drawer of my room
Now toys have gone lost, baby teeth have come loose
There were accidents involving stitches, spilt juice
Report cards were shown, and one time I got sick
But it's nothing I couldn't catch you up on real quick
Hello, stranger - I saved you a place
And it hardly seems strange now that I've seen your face
-
Saudades de Ginger.
-
Saudades de Ginger.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O universo, a entropia e o amor
Antes de começarmos, algumas definições:
Universo: totalidade do espaço, tempo, todas as formas de matéria e energia. Em outras palavras, tudo.
Entropia: grandeza que mede a parte da energia que não pode ser transformada em trabalho em transformações termodinâmicas.
Amor: bom, esse ainda não tem uma boa definição.
"O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque."
Eis a base da Teoria do Caos - bem old pra quem já assistiu no mínimo dez vezes Efeito Borboleta. Bem dramático, não? Pois a entropia extrapola: a energia tende a ser dissipada de tal modo que a energia total utilizável se torna cada vez mais desordenada. Em outras palavras, o Universo tende ao caos. Por um lado fico satisfeita em saber que esse fenômeno não ocorre só no meu quarto, mas por outro fico pensando, como viver num lugar onde tudo tende ao descontrole? Como viver organizadamente quando tudo conspira a ser desorganizado? Aí que entra o amor. Não, o amor não vem pra colocar as coisas no lugar, muito menos pra te servir de diarista e limpar a tua bagunça. Ele vem pra mostrar a beleza de toda essa desordem, até pra aumentar essa desordem! Pra te deixar de pernas pro ar, sem fôlego, sem saber onde era o lugar certo das coisas.
Me lembro daquela frase do Coringa - ou do Christopher Nolan, como preferir "Introduce a little anarchy, upset the established order, and everything becomes chaos". Acho que o correto seria "Introduce a little bit of love", aí sim tudo vira o caos. Afinal, o que é esse caos? Ele é bom ou é ruim? Se tu não sabe a resposta, é porque nunca amou - mas eu já adianto: é muito bom. Pena que um dia ele acaba. Ele pode começar de novo na semana seguinte, no mês seguinte, dois anos depois, ou ele pode não recomeçar. Certifique-se que esteja aberto pra que ele te encontre - não é porque o universo tende ao caos que tu vai ficar parado de braços cruzados esperando ele chegar - e desarrume teu quarto e tua cabeça. Pra que ele te faça ver estrelas, valorizar as pequenas coisas. Pra que ele te faça questionar por que o céu é azul; por que as nuvens parecem algodão doce, por que tu queria estar na serra quando está na capital. E o pior (ou melhor) é que vale a pena. Então não só procure o caos, como também lute por ele. Nessa imensidão de quase 7 bilhões de pessoas (sem contar as criaturas do resto do Universo) certamente terá alguém lutando por ti também.
Garanto que o mundo seria bem melhor se trocássemos as buzinas desesperadas dos carros por assobios despreocupados; se trocássemos as armas de fogo por quentes abraços, se trocássemos a violência que nos cerca pelo simples bater de asas de uma borboleta.
E quanto a nossa definição de amor... bom, essa é melhor deixarmos pra lá. Mais interessante que definir, é vivê-lo.
Universo: totalidade do espaço, tempo, todas as formas de matéria e energia. Em outras palavras, tudo.
Entropia: grandeza que mede a parte da energia que não pode ser transformada em trabalho em transformações termodinâmicas.
Amor: bom, esse ainda não tem uma boa definição.
"O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque."
Eis a base da Teoria do Caos - bem old pra quem já assistiu no mínimo dez vezes Efeito Borboleta. Bem dramático, não? Pois a entropia extrapola: a energia tende a ser dissipada de tal modo que a energia total utilizável se torna cada vez mais desordenada. Em outras palavras, o Universo tende ao caos. Por um lado fico satisfeita em saber que esse fenômeno não ocorre só no meu quarto, mas por outro fico pensando, como viver num lugar onde tudo tende ao descontrole? Como viver organizadamente quando tudo conspira a ser desorganizado? Aí que entra o amor. Não, o amor não vem pra colocar as coisas no lugar, muito menos pra te servir de diarista e limpar a tua bagunça. Ele vem pra mostrar a beleza de toda essa desordem, até pra aumentar essa desordem! Pra te deixar de pernas pro ar, sem fôlego, sem saber onde era o lugar certo das coisas.
Me lembro daquela frase do Coringa - ou do Christopher Nolan, como preferir "Introduce a little anarchy, upset the established order, and everything becomes chaos". Acho que o correto seria "Introduce a little bit of love", aí sim tudo vira o caos. Afinal, o que é esse caos? Ele é bom ou é ruim? Se tu não sabe a resposta, é porque nunca amou - mas eu já adianto: é muito bom. Pena que um dia ele acaba. Ele pode começar de novo na semana seguinte, no mês seguinte, dois anos depois, ou ele pode não recomeçar. Certifique-se que esteja aberto pra que ele te encontre - não é porque o universo tende ao caos que tu vai ficar parado de braços cruzados esperando ele chegar - e desarrume teu quarto e tua cabeça. Pra que ele te faça ver estrelas, valorizar as pequenas coisas. Pra que ele te faça questionar por que o céu é azul; por que as nuvens parecem algodão doce, por que tu queria estar na serra quando está na capital. E o pior (ou melhor) é que vale a pena. Então não só procure o caos, como também lute por ele. Nessa imensidão de quase 7 bilhões de pessoas (sem contar as criaturas do resto do Universo) certamente terá alguém lutando por ti também.
Garanto que o mundo seria bem melhor se trocássemos as buzinas desesperadas dos carros por assobios despreocupados; se trocássemos as armas de fogo por quentes abraços, se trocássemos a violência que nos cerca pelo simples bater de asas de uma borboleta.
E quanto a nossa definição de amor... bom, essa é melhor deixarmos pra lá. Mais interessante que definir, é vivê-lo.
It's time to say goodbye
Six ears ago I met a few peolple that will change my life forever. Don't matter if he was as a stupid doctor, an old man in a wheelchair, a good soldier with dirty hands, a funny fat guy with bad luck and huge heart, a charming mother fucker or a illuminated scottish, during this six ears I loved them the same way.
Wish I have the faith in life like John Locke, wish I was obstinate like Jack Shephard, wish I lie so truly like James Ford. Wish I have Hugo's heart and innocence, wish I was clever like Benjamin Linus, wish I have Sayid's strength, wish I have Desmond's light and confidence. Wish I have Lost forever.
Wish I have the faith in life like John Locke, wish I was obstinate like Jack Shephard, wish I lie so truly like James Ford. Wish I have Hugo's heart and innocence, wish I was clever like Benjamin Linus, wish I have Sayid's strength, wish I have Desmond's light and confidence. Wish I have Lost forever.
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